Dreamscape













20/06/2006 11:03

enviada por NoMAD



31/01/2005 10:18
[ANJOS] Ciência

Racionalizei tudo.

Existe algo em mim que repudia a dúvida. Eu simplesmente vou atrás de uma explicação que me satisfaça cientificamente. Eu prefiro a teoria com pouca chance de erro do que lendas incríveis (mesmo sendo que a maioria das pessoas acredite nas lendas). O que eu sinto com algum dos cinco sentidos me convence, e nada além disso.

Portanto sou um cético.

Eu sou assim, é uma opção que queria que os outros respeitassem, mas embora todos pedem para eu respeitá-los, ninguém me respeita por isso. As cruzadas não acabaram e os pagãos vão para a fogueira, ostracizados, considerados demoníacos, de tão errados em ter sua opnião. Se a receptividade da minha opnião é tão ruim, como saber se a maioria das pessoas optaram mesmo pelas suas opniões? Será que elas não dizem apenas que acreditam em algo para não serem apedrejadas como eu?

Mas eu sou bom, juro!

Eu me esforço. Eu tento ajudar a todos a viverem em harmonia. Detesto o racismo, odeio as bordas políticas (e econômicas) que delimitam os países, eu queria um mundo onde todos produzissem o que pudessem para todos, de maneira que não houvesse fome, diferenças ou faltas. Mas eu não sou um pastor ou anjo, e também erro na minha própria crença, também sou falho, mesquinho e egoísta as vezes, mas todos são, todos erram, e até onde vejo, na média eu sou bonzinho.

Eu dou a outra face.

Talvez a criação moral nos mitos seja o legado mais importante que tenha sobrado para mim e os outros céticos. Não roubar, não matar, etc, são os princípios da nossa sociedade. Protegidos nas eras bárbaras pelo medo da retribuição divina, hoje é um senso comum e um código de leis civis. Eu pratico isso, você também. Mesmo que você seja um assassino, você sabe que é está errando exatamente porque vai contra a moralidade. Porém, eu não preciso explicar isso como sendo uma ordem divina, e sim como o código de moralidade indispensável para a evolução da sociedade.

A escolha é minha. Respeite-a de verdade, por favor.
enviada por NoMAD



25/11/2004 15:27
[BRINCADEIRAS] Eu tento

Vou revelar uma brincadeira que venho fazendo a um tempo, já desde Maio: vocês devem ter percebido que de vez em quando eu escrevo deixando uma única frase.

Tipo assim.

E continuo a escrever um novo parágrafo, continuando o texto e as idéias.

O que acontece é que essas frases eu escrevo depois de escrever o texto. São pequenos versos que se unidos dizem algo sozinhos.

Para você não ter que ficar "caçando" essas "brincadeirinhas", vou transcrever todas aqui (note que o título costuma fazer sentido com o resto):

[ANJOS: SENTIDO]
Mas meu caminho é a tecnologia.
Mas ela nos substituirá com uma precisão assustadora.

[ANJOS] Topo
Está tudo vazio.
Para não me desesperar, prefiro acreditar que me perdi.

[COSMOS: Ego Cêntrico]
Irônico, huh?
Irônico, né?
Perdi meu ponto, mas me sinto
mais calmo.
- Seu referencial é você!

[ANJOS: A Terra vista de cima]
Eu e você somos os afetados.
Só sonhando mesmo para ser feliz...

[ILUSÕES: E Agora, Algo Completamente Diferente]
Hoje seria o pior dos dias!
Óh, vida feliz!!!

[ALUCINAÇÃO: Lucidez]
E então, você escolhe

[INSANIDADE] ROCK AND ROLL
E eu nem sei quem sou...
Louco que nunca pirou...
A verdade é: quem se importa?
Eu e os aliens desajustados da sociedade que convivem comigo.

[FÁBULA] Nos tornamos frios
Então algo estalou no homem enquanto ele ficava com remorso pelo que fizera.
Ele percebeu que se tornara o pior dos seus monstros, que eram garotos bonzinhos tranformados como ele.

[FÁBULA] Requiem
Sem efeito.
Calma.
É justamente sua alma que de repente é "tomada".
Escuro absoluto...
Silêncio eterno...
Um gosto?

As vezes fica bom!
enviada por NoMAD



22/10/2004 15:01
[FÁBULA] Requiem

Fuga! Desesperado pela sua vida, você corre! Suas pernas e peito doem de tanto desespero: "meudeusdocéu... as presas!!! Um vampiro? Isso existe? MEU DEUS!!!"

Mais uma dose de adrenalina cobre seu corpo. Suas pernas chegam a ficar dormentes. Nada importa além de fugir e racionalizar que VAMPIROS NÃO EXISTEM! NÃO EXISTEM!!!

Você se esconde numa ruela, precisando respirar. Não ouve mais nada além dos próprios passos e sua própria respiração ofegante. Seja lá o que for, foi despistado.

Sua respiração começa a normalizar. Você se encosta na parede e fecha os olhos por um segundo para um descanso rápido. Abre olhando para o chão e vê os sapatos de alguém na sua frente... Rapidamente levanta o rosto em desespero, apenas para ver de novo as presas macabras te encarando de volta, sangue de seus amigos ainda escorrendo pelos cantos enquanto o monstro se revela em sua verdadeira natureza. Está em seus olhos, suas presas, suas mãos... todo seu corpo grita MONSTRO!



Seu coração dispara e sua adrenalina flui de tal maneira que você chega a ficar frio, congelado em estado de pânico. Você tenta fazer algo, mas sua mente não responde. Seus músculos esboçam reações mas sem saber o que nem pra onde.

A mão dele agarra seu queixo. Suas unhas mais afiadas que as de um ser humano arranha sua pele facilmente, causando pequenos cortes. Você tenta arrancar a mão com as suas, mas é tão forte que você apenas parece ter dado a mão para ele, como uma criança. Você percebe que ele te segura com uma certa gentileza, como se ele pudesse destroçar seu crânio se apertasse com sua força real. Seu instinto fala mais alto e você luta tentando chutes e socos.

Sem efeito.

Ele começa a falar algo. Parece uma poesia sobre a morte. Embora sua mente já esteja entrando em estado de choque ao ponto de que você nem mais percebe o quanto está gritando de medo, você instintivamente aproveita a chance e tenta agarrar algo próximo para acertá-lo. Antes de encontrar, ele abre a mandíbula expondo as terríveis presas e mergulha em seu pescoço.



Calma.

A brisa da noite está fria, mas aconchegante... Você relaxa seu corpo contra a parede... Um gostoso carinho passa por seu rosto: o toque de um amante... Seus olhos mal conseguem focar a realidade devido à intensidade do prazer que toma todo seu ser... até sua alma é tomada em êxtase!

E é justamente sua alma é que de repente é "tomada".

Todo o prazer se esvai. Toda a esperança é abandonada. Suas tripas se retorcem, seu pulmão estoura, seu coração entra em colapso pois não há mais sangue em seu ser. A dor é intensa, mas rápida... a morte é imediata. Sua última gota de consciência é um verso de uma poesia sobre a morte que o vampiro ainda está recitando.

Escuro absoluto...

Silêncio eterno...

Um gosto?

Um gosto estranho mas delicioso vem à sua boca, e imediatamente, algo te puxa do Além com uma força indescritível. Sua garganta queima de sede. Seu corpo arde em fome. Ódio! Ódio mortal! Ódio instintivo toma conta de seu corpo, querendo mais do líquido precioso. Você segue o cheiro e o gosto do líquido primordial e se dá de cara com um pulso aberto, de onde vem o líquido: sangue!

Naturalmente como se fosse uma coisa que tivesse feito a vida toda, você expõe suas presas e morde o pulso do vampiro, que deixa você beber como se te amamentasse. Você se acalma, e volta a pensar, concebendo que agora também é um vampiro. Este é portanto seu pai e mãe.

E ele finalmente acaba o poema de forma doce, maternal: "Pois essa é minha criança morta e renascida no sangue"
enviada por NoMAD



20/10/2004 17:00
[FÁBULA] Nos tornamos frios

Era uma vez um garoto que se achava bonzinho. Ele achava que fazia tudo certo, que era gentil, atencioso, carinhoso, inocente, etc. Ou seja, ele achava que era tudo o que qualquer mãe adoraria ter como filho, e portanto, bonzinho.

Essa ilusão cresceu junto com ele. A idéia de bonzinho começou a abranger mais pessoas e alterar sua percepção do universo. Ele era tão especial que qualquer um iria adorá-lo ter por perto, que as garotas veriam nele o príncipe encantado das suas vidas, e que todos disputariam seu talento profissional em qualquer área que ele escolhesse para si.

Obviamente, ele nada mais era do que um garoto tímido mas mimado que cresceu e se esborachou de frente com a realidade. O primeiro pensamento era de que o mundo estava errado, de que ele havia sido injustiçado, etc. O segundo pensamento foi de se adaptar para fazer parte desse mundo (nem sempre as pessoas optam pelo "antes só do que mal acompanhado"), e começou a se entregar ao ódio, preconceito, vício, promiscuidade, ganância, intolerância, etc.

Agora ele era um homem crescido mesquinho e superficial. Sua própria pele possuia bolhas e sinais que apenas demonstravam que ele era um vulcão perigoso destruindo tudo ao seu redor. Entretanto, nada mais o afetava. Ele era um cubo de aço... vazio, mas impenetrável.

Um dia, num parque, ele olhou ao seu redor e odiou tudo de uma única vez: ele tinha inveja de tudo o que os outros tinham que ele não tinha! Embora impenetrável, o sentimento de injustiça ainda era absoluto. De repente, um garotinho chutou uma bola perto dele e pediu para ele chutar de volta. Com ódio e com sua costumeira maldade, ele chutou a bola longe, perdendo-a. O garotinho começou a chorar e correu para a mãe.

Então algo estalou no homem enquanto ele ficava com remorso pelo que fizera.

Ele lembrou que já fora um garotinho gentil, atencioso, carinhoso e inocente, e que sua injustiça vinha de terem chutado seus sonhos para longe. Ele lembrou que acreditava no amor quando adolescente, em ser o príncipe encantado de alguém, em ser um profissional que faria a diferença para seu planeta e seu povo. Talvez quem chutou seus sonhos até tenha chutado por estar amargurado como ele, e não para injustiçá-lo, exatamente assim como ele acabara de fazer.

Ele percebeu que se tornara o pior dos seus monstros, que eram garotos bonzinhos tranformados como ele.

Moral: O ser humano tem uma tendência a copiar o pior e esquecer seu melhor, apenas para chorar ao perceber que o fez. Essa é uma história para todos nós lembrarmos de praticar o amor e a inocência, pois é o que realmente queremos.
enviada por NoMAD



05/10/2004 13:56
[INSANIDADE] ROCK AND ROLL

Cidadão formado da classe média de um país pobre, com 26 anos vividos na Megalópole, temperado no trânsito urbano, nas descidas da serra para o mar, na beleza da diversidade humana e sua animosidade exarcebadas. Descendo de italianos, portugueses, albaneses, espanhóis e franceses. Queda por orientais e morenas. Mais um voto contra o curral, embora de centro-direita. Mais um paulistano.

E eu nem sei quem sou...

Eterno estudante que tem preguiça de estudar. Trabalhador dedicado que só pensa em sair pra gandaia. Viajante que nunca saiu da cidade. Piloto de racha que não tem carro mexido. Artista marcial que não luta. Político que nunca se filiou ao partido. Escritor que não publicou seu livro. Desenhista que não mostrou sua arte. Cantor e guitarrista que não fez sua música. Rato de academia com aparência de desleixado. Jogador de videogame que não tem joystick. Rebelde sem causa.

Louco que nunca pirou...

Eu só sei que nada sei, mas com certeza, na melhor fase da minha vida. Vai ver que essas definições só servem de guias... e vai ver que por não estar preocupado com nenhuma delas que esteja tão bem... vai ver que fui vencido por uma onda de conformismo (o famoso sumiço da ideologia que marca a passagem de jovem para adulto)... ou talvez eu ainda seja um muleque tardio irresponsável...

A verdade é: quem se importa?

É a pergunta mais comum. Não é quem sou, pra onde vou, por que existo, mas quem é que se importa comigo. É isso o que transformas essas pessoas naquelas as quais me importo, as que eu tento agradar. Me transformo no gosto delas, luto suas lutas, sigo suas filosofias, choro de seus pesares e rio de suas piadas.

Eu estou feliz comigo porque gosto da minha família e de meus amigos. Gosto porque meu sentimento é de que mesmo no caos cotidiano de cada um, eu acho que estão felizes no saldo geral.

Eu e os aliens desajustados da sociedade que convivem comigo.
enviada por NoMAD



03/09/2004 14:41
[ALUCINAÇÃO: Lucidez]

Nos meus sonhos eu várias luzes me cegavam. Elas me causaram alucinações que me deixaram tão abobado que saí pelas ruas chamando as criaturas mais estranhas conhecidas pelo homem... e na noite, elas responderam.

O canto da sereia na cidade é cantado por aranhas, fazendo você se enroscar nas gigantescas teias que tecem nos cantos. As vezes esses cantos são escuros. As vezes eles são iluminados e coloridos. O destino que lhe aguarda é o mesmo, e não é bom.

Não é tão ruim, entretanto... sua picada imobiliza. Logo, você está sedado e em puro êxtase. Você mal percebe e PUF! acabou... mais uma crença sua se esvai como uma névoa. A maioridade tem vários meios de destruir os idealistas transformando-os no que mais odeiam... mas ainda perdido em alucinações misturadas com sonhos, você só percebe tarde demais.

E então você escolhe:

Você pode se entregar a mar de coisas sem sentido, sem significado e sem valor que mergulhou. Não é tão difícil. Basta esquecer o que viu quando voltou à superfície para um breve inalar de lucidez, e mergulhar fundo de novo. Muitos estão lá... é o reflexo de uma sociedade gananciosa, egocêntrica, hedonista, e completamente dependente de bens materiais.

Ou você pode tentar nadar de volta à praia pela superfície, mantendo a lucidez a todo preço, mesmo quando o cansaço começa a te dominar, e afundar parece mais fácil. O pior, é que SE chegar na praia, apenas terá voltado ao ponto de partida... Por sorte, a sabedoria adquirida fica, e isso deve ser preservado para não se errar de novo. Faz parte da natureza humana o aprendizado por tentativa e erro, nunca subestime isso!

Eu não voltei pra praia ainda... e meus braços já estão ficando cansados, minha mente roda mais uma vez confundindo sonho com ilusão e alucinação. Sou pura força de vontade, e o que alimenta essa força é a esperança de que se voltar, eu talvez recupere meus ideais.
enviada por NoMAD



11/08/2004 15:43
[ILUSÕES: E Agora, Algo Completamente Diferente]

Quando eu acordei hoje de manhã, era um dia HORRÍVEL!!! O tempo estava frio, com uma névoa cinza. Os pássaros piavam de um jeito que achava que iam arrebentar meus tímpanos. Eu decide que hoje o dia seria uma lástima completa! Eu contribuiria fazendo tudo para piorar meu humor, arruinando tudo o que tocasse.

Hoje seria o pior dos dias!

Mas não estava destinado à ser o pior dos dias. A névoa se dissipou e o otimismo me atingiu como um gostoso raio de sol, trazendo sonhos e esperanças. Meu vazio destrutivo transformado eu determinação construtiva. Eu estava vivo! Eu não mais existia apenas para sofrer e sofrer. Eu não estava mais só!

Antes parecia que nunca haveria o "meu dia"! Mas a vida é assim... a esperança nos é restaurada sempre, mesmo quando nos foi arrancada. O arrancar da esperança não está destinado a nós, mas sim seu renascer. Isso nos fortalesce de maneira incrível, muito mais do que nos mata. FOGO DA VIDA que libera mais energia do que consome!

Oh, vida feliz!!!

Agora eu vou parar que isso está danificando o meu cérebro...
enviada por NoMAD



09/08/2004 13:50
[ANJOS: A Terra vista de cima]

Eu volto à Terra... que nome perfeito, pois tudo é poeira que se impregna em nosso corpo.

Decisões são tomadas e guerras são iniciadas. Quanto mais elas duram, mais elas trazem benefícios a uma corja no poder que só se preocupa com o benefício próprio. Se o custo para isso são vidas, então que seja.

Eu e você somos os afetados.

Diferença social, trabalhos mal-renumerados, preconceito sobre qualquer coisa, violência e criminalidade predominando pelo globo. Não há para onde escapar!

E se hoje eu te amo, amanhã eu te quero longe! Não aceitamos nossas diferenças políticas, sociais, religiosas, etc... fomos ensinados a ser seletivos e nos preocupar com o nosso próprio nariz. Não olhamos pra cima ou para baixo, muitos menos para os lados. Fomos ensinados a olhar sempre em frente, como burros de carga. Nossas posições sociais foram premeditadas para sermos carne-de-canhão ou adornos, dependendo do pedigree.

A sujeira é muito maior do que podemos sonhar conter. Se você acabou no lixo, posso te ver, mas seria inútil tentar te tirar dali. E você faz o mesmo comigo. Mas não é nossa culpa... o lixo foi posto ali de propósito. Malditos sejam!

E assim, nós continuamos com o coração partido, usados, sozinhos e cada vez mais próximos do desespero.

Só sonhando mesmo para ser feliz...
enviada por NoMAD



08/07/2004 17:45
[COSMOS: Ego Cêntrico]

Minha mente corre a mil por hora. Eu não queria estar aqui... sedado! Que desmontem os meus pedaços e cruzem um a um pelo rio! EU não me importo, mas PRECISO sair daqui, por melhor que seja.

Irônico, huh?

Eu quero me arremessar em prazeres e aventuras incríveis, abraçando o desconhecido e gargalhando com os melhores momentos de pura alegria... ou pelo menos é como eu imagino que será, mas sempre estou errado. Ansiedade e expectativa podem se tornar facilmente um rolo compressor quando se mostram como realmente são.

Irônico, né?

Talvez num outro mundo as coisas andassem junto, mas no nosso, trabalho e prazer são diferentes. Isso gera muitos problemas, como ganância e ambição destrutiva. Vejo as pessoas destruirem a si mesmas para atingir patamares mais altos... e como se destroem!

Vejo riqueza física e riqueza abstrata, mas elas nunca andam juntas. Quem é rico quer ser feliz mas está mortalmente entediado. Eles não abrem mão do que tem para quem não tem tanto. Se o fizessem, ganhariam mais amigos, mas só enxergam o que vão perder.

Já os que são felizes normalmente não tem tanto, mas não conseguem ver o que realmente tem. Faz sentido: mais pobre, igual a menos educação, portanto menos capacidade de abstração. Assim, não percebem o que tem, e não se divide o que não se tem, certo?

É como se ambos os lados fossem cegos... mas existem outros lados... os não tão ricos, os não tão solitários, os que não estão nem aí, os que tem um pouco de tudo (mas não o suficiente para a satisfação da gulosa natureza humana).

Perdi meu ponto, mas me sinto mais calmo.

Teoria da relatividade. Somos governados por ela mais do que fisicamente. Imagine um grão de areia na praia. Bilhões de micróbios estão lá. Toda vez que vem uma onda, eles são trocados. Será que para eles o tempo entre uma onda e outra é o equivalente a um milhão dos nossos anos? Se fosse assim, um grão de areia seria como a Terra, e o espaço entre uma onda e outra seria o equivalente à expansão e retração do universo... do começo ao fim de tudo, se preferir... ou seja, quem garante que também não somos tão insignificantes do universo? O mais provável é que realmente somos coisa alguma no todo... afinal, mesmo que arrebentemos a Terra, o Universo vai ignorar nosso esforço, pois ela também é irrisória.

Por isso a Teoria da Relatividade é importante: se você não colocar um referencial, não tem como se achar no infinito. Por exemplo, um referencial interessante é a Terra... é tão forte que existem movimentos entre nós de salvá-la. Outro mais interessante (para mim), sou eu. Quando eu declaro que o referencial sou eu, eu garanto que o que me importa, minha missão, meu destino, minha vida, etc, sou eu. Todos fazemos isso... o que te importa é você! Importa como sua mãe cuidou de você, como seu amiguinho de colégio brincou com você, como sua namorada(o) beijou você, como é limpo o mundo que você anda, a quanto andas a sua conta bancária, se o filho que você tanto ensina está aprendendo o que você acha certo.

Seu referencial é você!

E assim, os humanos olham para sua missão divina de como serem melhores e acumulam sua riqueza (física ou abstrata) sem dividí-la. Dividir não passa de um plano de tentar laçar mais amigos, bens, etc... como quem joga uma rede num lago e a puxa de volta cheia de peixes... para si... ou para vender e ganhar dinheiro para si... ou para deixar sua família feliz com o dinheiro, e assim, gerar um ambiente que vive que é feliz para si.

Num outro mundo existiriam todos nossos sonhos. No nosso, nos perdemos em busca de um sentido utópico... amor, fé, ecologia, paz, dominação, etc... cada um com o seu, mas nunca alcançado.

Continuamos sonhando de forma egoísta, mas bela... é melhor do que ser um micróbio intergalático.
enviada por NoMAD






Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)